12 de janeiro de 2026

Monitoramento ativo de eventos adversos: como estruturar um sistema eficiente

O monitoramento de eventos adversos deixou de ser apenas uma exigência regulatória e passou a ser um pilar estratégico de gestão de risco, qualidade e credibilidade na indústria farmacêutica.Empresas que estruturam um sistema eficiente de farmacovigilância não apenas cumprem normas, mas protegem pacientes, reduzem passivos regulatórios e fortalecem a sustentabilidade do negócio. Neste artigo, você […]

 
 

O monitoramento de eventos adversos deixou de ser apenas uma exigência regulatória e passou a ser um pilar estratégico de gestão de risco, qualidade e credibilidade na indústria farmacêutica.
Empresas que estruturam um sistema eficiente de farmacovigilância não apenas cumprem normas, mas protegem pacientes, reduzem passivos regulatórios e fortalecem a sustentabilidade do negócio.

Neste artigo, você vai entender o que é o monitoramento ativo de eventos adversos, por que ele é essencial e como estruturar um sistema robusto, funcional e alinhado às boas práticas regulatórias.


O que é monitoramento ativo de eventos adversos?

Diferente do modelo passivo, que depende apenas de notificações espontâneas, o monitoramento ativo envolve ações estruturadas para identificar, coletar, analisar e responder a eventos adversos de forma contínua e sistemática.

Na prática, isso significa:

  • Buscar ativamente informações sobre segurança do produto
  • Avaliar sinais de risco precocemente
  • Atuar antes que o problema gere impacto clínico, regulatório ou comercial

Esse modelo é especialmente crítico para:

  • Medicamentos novos ou recém-lançados
  • Produtos com mudanças de formulação, processo ou fornecedor
  • Ampliação de mercado, nova população-alvo ou nova indicação

Por que um sistema eficiente é indispensável?

Um sistema mal estruturado de farmacovigilância gera riscos como:

  • Notificações incompletas ou atrasadas
  • Falhas de rastreabilidade
  • Não conformidades em inspeções
  • Ações corretivas tardias
  • Risco à saúde do paciente

Já um sistema eficiente permite:

  • Identificação precoce de sinais de segurança
  • Tomada de decisão baseada em dados
  • Respostas rápidas a autoridades sanitárias
  • Fortalecimento da cultura de qualidade
  • Proteção da marca e do portfólio

Os pilares de um sistema eficiente de monitoramento ativo

1. Governança e responsabilidade bem definidas

O primeiro passo é definir quem faz o quê dentro do sistema:

  • Responsável técnico pela farmacovigilância
  • Equipe treinada e com papéis claros
  • Fluxos de decisão documentados

Sem governança, o sistema se torna reativo e frágil.

2. Processos documentados e padronizados

Um sistema eficiente exige procedimentos claros, como:

  • POPs de recebimento e avaliação de eventos adversos
  • Critérios de classificação e gravidade
  • Fluxo de investigação e encerramento
  • Integração com qualidade, P&D e assuntos regulatórios

Documentação não é burocracia: é segurança operacional e regulatória.

3. Coleta ativa de dados

No monitoramento ativo, a empresa não espera o problema chegar. Algumas estratégias incluem:

  • Acompanhamento pós-mercado estruturado
  • Contato periódico com distribuidores, SAC e profissionais de saúde
  • Análise de reclamações técnicas e desvios de qualidade
  • Avaliação de literatura científica e bases de dados

Cada ponto de contato é uma fonte valiosa de sinal de risco.

4. Análise crítica e gestão de risco

Coletar dados não basta. É preciso analisar e interpretar:

  • Existe tendência ou recorrência?
  • O evento é isolado ou sistêmico?
  • Há impacto clínico, regulatório ou produtivo?

Essa etapa deve estar integrada à gestão de risco do produto, incluindo possíveis ações como:

  • Revisão de processo
  • Ajustes de formulação
  • Atualização de bula ou material técnico

5. Comunicação e resposta regulatório

Um sistema eficiente garante que:

  • Prazos regulatórios sejam cumpridos
  • Notificações sejam consistentes e completas
  • Autoridades recebam informações confiáveis
  • A empresa esteja preparada para inspeções e auditorias

Aqui, improviso não existe. Tudo precisa estar rastreável.


Monitoramento ativo não é custo. É estratégia.

Muitas empresas ainda enxergam a farmacovigilância como um centro de custo.
Na prática, ela é um instrumento de proteção do negócio, do paciente e da reputação da marca.

Quando bem estruturado, o monitoramento ativo:

  • Reduz retrabalho
  • Evita crises regulatórias
  • Sustenta o crescimento do portfólio
  • Dá segurança para decisões estratégicas

Como a PD&I Pharma pode apoiar sua empresa

A PD&I Pharma atua na estruturação e otimização de sistemas de farmacovigilância, conectando:

  • Desenvolvimento e fabricação
  • Gestão de risco
  • Qualidade e regulação
  • Documentação técnica robusta

Tudo de forma personalizada, técnica e alinhada à realidade operacional da sua empresa.

Se sua empresa precisa estruturar ou fortalecer o monitoramento ativo de eventos adversos, fale com a PD&I Pharma.
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