Monitoramento ativo de eventos adversos: como estruturar um sistema eficiente
O monitoramento de eventos adversos deixou de ser apenas uma exigência regulatória e passou a ser um pilar estratégico de gestão de risco, qualidade e credibilidade na indústria farmacêutica.Empresas que estruturam um sistema eficiente de farmacovigilância não apenas cumprem normas, mas protegem pacientes, reduzem passivos regulatórios e fortalecem a sustentabilidade do negócio. Neste artigo, você […]
O monitoramento de eventos adversos deixou de ser apenas uma exigência regulatória e passou a ser um pilar estratégico de gestão de risco, qualidade e credibilidade na indústria farmacêutica.
Empresas que estruturam um sistema eficiente de farmacovigilância não apenas cumprem normas, mas protegem pacientes, reduzem passivos regulatórios e fortalecem a sustentabilidade do negócio.
Neste artigo, você vai entender o que é o monitoramento ativo de eventos adversos, por que ele é essencial e como estruturar um sistema robusto, funcional e alinhado às boas práticas regulatórias.
O que é monitoramento ativo de eventos adversos?
Diferente do modelo passivo, que depende apenas de notificações espontâneas, o monitoramento ativo envolve ações estruturadas para identificar, coletar, analisar e responder a eventos adversos de forma contínua e sistemática.
Na prática, isso significa:
- Buscar ativamente informações sobre segurança do produto
- Avaliar sinais de risco precocemente
- Atuar antes que o problema gere impacto clínico, regulatório ou comercial
Esse modelo é especialmente crítico para:
- Medicamentos novos ou recém-lançados
- Produtos com mudanças de formulação, processo ou fornecedor
- Ampliação de mercado, nova população-alvo ou nova indicação
Por que um sistema eficiente é indispensável?
Um sistema mal estruturado de farmacovigilância gera riscos como:
- Notificações incompletas ou atrasadas
- Falhas de rastreabilidade
- Não conformidades em inspeções
- Ações corretivas tardias
- Risco à saúde do paciente
Já um sistema eficiente permite:
- Identificação precoce de sinais de segurança
- Tomada de decisão baseada em dados
- Respostas rápidas a autoridades sanitárias
- Fortalecimento da cultura de qualidade
- Proteção da marca e do portfólio
Os pilares de um sistema eficiente de monitoramento ativo
1. Governança e responsabilidade bem definidas
O primeiro passo é definir quem faz o quê dentro do sistema:
- Responsável técnico pela farmacovigilância
- Equipe treinada e com papéis claros
- Fluxos de decisão documentados
Sem governança, o sistema se torna reativo e frágil.
2. Processos documentados e padronizados
Um sistema eficiente exige procedimentos claros, como:
- POPs de recebimento e avaliação de eventos adversos
- Critérios de classificação e gravidade
- Fluxo de investigação e encerramento
- Integração com qualidade, P&D e assuntos regulatórios
Documentação não é burocracia: é segurança operacional e regulatória.
3. Coleta ativa de dados
No monitoramento ativo, a empresa não espera o problema chegar. Algumas estratégias incluem:
- Acompanhamento pós-mercado estruturado
- Contato periódico com distribuidores, SAC e profissionais de saúde
- Análise de reclamações técnicas e desvios de qualidade
- Avaliação de literatura científica e bases de dados
Cada ponto de contato é uma fonte valiosa de sinal de risco.
4. Análise crítica e gestão de risco
Coletar dados não basta. É preciso analisar e interpretar:
- Existe tendência ou recorrência?
- O evento é isolado ou sistêmico?
- Há impacto clínico, regulatório ou produtivo?
Essa etapa deve estar integrada à gestão de risco do produto, incluindo possíveis ações como:
- Revisão de processo
- Ajustes de formulação
- Atualização de bula ou material técnico
5. Comunicação e resposta regulatório
Um sistema eficiente garante que:
- Prazos regulatórios sejam cumpridos
- Notificações sejam consistentes e completas
- Autoridades recebam informações confiáveis
- A empresa esteja preparada para inspeções e auditorias
Aqui, improviso não existe. Tudo precisa estar rastreável.
Monitoramento ativo não é custo. É estratégia.
Muitas empresas ainda enxergam a farmacovigilância como um centro de custo.
Na prática, ela é um instrumento de proteção do negócio, do paciente e da reputação da marca.
Quando bem estruturado, o monitoramento ativo:
- Reduz retrabalho
- Evita crises regulatórias
- Sustenta o crescimento do portfólio
- Dá segurança para decisões estratégicas
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